Dra. Mariana Tostes advogada
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Inventário

Inventário: quais documentos reunir para o primeiro atendimento?

Veja quais documentos e informações podem ajudar no primeiro atendimento sobre inventário e por que a lista final depende dos bens e da situação familiar.

20 de julho de 2026 5 min de leitura
Dra. Mariana Tostes — Inventário

Depois do falecimento de uma pessoa da família, é comum não saber por onde começar. O inventário serve para identificar bens, direitos, dívidas e herdeiros e, ao final, formalizar a partilha ou a transferência do patrimônio.

A organização dos documentos ajuda no primeiro atendimento, mas não é necessário ter tudo pronto antes de buscar orientação. A lista final varia conforme a composição familiar, os bens existentes e o procedimento adequado ao caso.

Documentos pessoais e certidões

Alguns documentos costumam ajudar a identificar a pessoa falecida, os herdeiros e os vínculos familiares. Conforme o caso, podem ser solicitados:

  • certidão de óbito;
  • documentos pessoais da pessoa falecida e dos herdeiros;
  • certidões de nascimento ou casamento;
  • informações sobre união estável, separação ou divórcio, quando existirem;
  • eventual testamento ou informação sobre sua existência.

Informações sobre bens, direitos e dívidas

Também é útil fazer um levantamento inicial do patrimônio e das obrigações conhecidas. Não é preciso definir valores por conta própria nem decidir antecipadamente como será a divisão.

  • matrículas, escrituras ou dados de imóveis;
  • documentos de veículos;
  • informações sobre contas, aplicações e participações em empresas;
  • contratos, financiamentos e dívidas conhecidas;
  • declarações fiscais ou outros registros patrimoniais disponíveis.

Inventário judicial ou em cartório

A escolha entre inventário judicial e extrajudicial não depende apenas da preferência da família. Consenso entre os interessados, capacidade das partes, existência de testamento, características dos bens e regras aplicáveis precisam ser analisados.

Mesmo quando o inventário pode ser feito por escritura pública, a participação de advogado é necessária. A orientação inicial ajuda a identificar o caminho possível e os documentos que ainda precisam ser obtidos.

Não adie a orientação por falta de documentos

Se parte da documentação ainda não foi localizada, anote o que a família já sabe sobre herdeiros, bens e dívidas. Essa visão inicial pode ser suficiente para receber orientação sobre as próximas providências.

Prazos processuais e tributários podem existir. Por isso, vale buscar orientação sem esperar que toda a documentação esteja reunida.

FAQ

Dúvidas relacionadas

Respostas iniciais para orientar a conversa, sem substituir análise jurídica individual.

Preciso ter todos os documentos para procurar uma advogada? +

Não. O primeiro atendimento pode começar com as informações e os documentos disponíveis. Depois da análise inicial, é possível orientar quais registros ainda serão necessários.

Todo inventário pode ser feito em cartório? +

Não necessariamente. A possibilidade depende das circunstâncias do caso e das regras aplicáveis. A modalidade adequada deve ser avaliada individualmente.

É obrigatório ter advogado no inventário em cartório? +

Sim. A escritura de inventário extrajudicial exige a participação de advogado.

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